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Artigo - Focus Self-Healing
Evolução
"Um princípio Natural e um Movimento Integral"
As pessoas falam e tentam expressar determinados sentimentos que acreditam fazê-las mais evoluídas: amor, compaixão, paz, dentre outros. Mas é preciso primeiro, elaborar um modelo coerente, que se aproxime um pouco daquilo que denominamos evolução. Para tanto, torna-se fundamental observar a "linguagem da natureza e do universo", que expressa de forma extremamente clara e irrefutável, certas leis e princípios que regem e orientam a evolução.
Evolução é um movimento natural, é uma "força universal" que nos impulsiona cada vez mais para "dentro", resultando numa expressão cada vez mais natural, logo perfeita, do Ser para o "fora". Sendo assim, a vida, bem como o próprio universo, são categóricos: evolução é um movimento de harmonia a partir do "contraste" constante e profundo das diferenças, portanto das individualidades. A natureza evolui criando uma sorte de diferenças. O universo se expande a partir da formação constante de estruturas individuais. O que seria da natureza se não houvesse a diversidade das espécies? O que seria do universo se o mesmo não fosse criativo na formação dos corpos cósmicos? Ao que tudo indica a "força universal "é dotada de extrema criatividade e se manifesta criando de forma única o Todo.
Talvez uma das maiores verdades no universo seja: "Nada é igual a nada"
É curioso pensar que a evolução dos seres vivos só se realiza, pois a natureza abre caminho e prefere "optar", na maioria das vezes, pelas diferenças, por aqueles que mutam. É um indício de que os diferentes se expõem mais à lei do aperfeiçoamento. Esta lei universal está a todo instante estimulando tudo a se aperfeiçoar.
Sendo a evolução um processo natural, o mesmo acontece espontaneamente, e age naturalmente em toda forma de vida, desde as mais simples até as mais complexas.
Desta forma, o ponto central que nos leva a fluir neste movimento é a disposição em nos abrir e aceitar a nossa diferença, que representa o caminho para o Si Mesmo. Recuperar a diferença e exercitá-la no fluxo da vida é voltarmos ao ritmo natural da evolução.
O "reaprender a ser si mesmo" é a base para a manifestação da perfeição individual. Infelizmente, esta possibilidade, para a maioria de nós, ainda é um objetivo utópico em virtude de uma série de padrões, normas e valores, que fazem com que nos abdiquemos do caminho da perfeição, e entremos no caminho do "mimetismo". O mimetismo é um ato que envolve o querer ser igual a alguma coisa. E a igualdade é exatamente o fator de dês-compensação que perturba o processo evolutivo.
E assim iniciamos o movimento de resistência à evolução. Resistir a esse princípio natural é resistir aos processos que nos levam a integração completa do Eu. É insistir no igual e ofuscar a "elegância" da diferença, tentando tornar a si mesmo dois e não um; é forçar-se a ser dual e não se soltar na individualidade.
Desta forma, passamos a manifestar sentimentos sempre incompletos, pois tais sentimentos sempre serão evocados por dependências. Pois a base da resistência à evolução está exatamente em depender emocionalmente para ser.
Então como podemos querer amar, manifestar compaixão, dar uma chance para a paz, se esquecemos do mais básico: Sermos Nós mesmos? Pois só podemos manifestar fora, aquilo que criamos dentro. Portanto, como podemos amar, se não amamos as nossas diferenças, ou melhor, se não nos amamos? Como podemos defender a paz no mundo e compartilhá-la, se não a defendemos e priorizamos dentro de nós? Como falar de compaixão e propagá-la, se não sentimos compaixão por nós mesmos, muito pelo contrário, estamos sempre nos condenando, nos criticando, nos machucando, ou seja, nos desrespeitando?
Tais sentimentos, sentimentos esses integrais, são sentimentos que brotam independentemente, sem a necessidade do querer, apenas precipitam quando nos saturamos de nós mesmos, como uma nuvem que ao saturar-se precipitará em chuva. Eles indicam que um ser está sem resistência ao impulso da evolução rumo a integração de seus potenciais e aspectos.
Podemos então concluir que a condição sine qua nom para a evolução é a consciência do exercício da nossa diferença; é a aceitação da unidade e da raridade de cada um de nós; este é o estopim para a integração do Eu. Assim recuperaremos aquilo que sempre esteve presente internamente e que necessitava apenas de um espelho para vermos claramente aquilo que a vida já consegue ver em nós: O SER INTEGRAL.
por Horácio Frazão
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