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Consciência Ecológica

"A terra não pertence ao homem; é o homem que pertence a terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. O que fere a terra fere também os filhos da terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida: ele é meramente um fio desta. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará."

Carta do Cacique Seattle - Tribo Duwamish - ao Presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce, em 1855.

Existe uma diferença fundamental na interpretação do conceito de consciência ecológica.
A sociedade como um todo trata o assunto ecologia de maneira recorrente, mas, tenho a impressão que sempre como algo distante e ao mesmo tempo de que alguém está fazendo alguma coisa para solucionar.

Diferentemente de apenas tomarmos atitudes que preservem a saúde do planeta e a nossa também, temos que nos envolver e nos comprometer com esta causa.

Precisamos nos sentir ligados a Terra e a tudo que dela provêem. Nos alinhar com a natureza e ouvi-la.
E ouvir a natureza é ouvir a nós mesmos, obedecer a harmonia do nosso ritmo interno, tão longínquo para a maioria devido as atribuições da vida moderna. Porque será que no final de semana buscamos atividades que sejam ao ar livre, num parque, praça, praia ou sítio?
Temos necessidade de contato com o nosso habitat natural, onde nos integramos com os demais seres que nele vivem. A Fauna e Flora cheias de vida tanto quanto nós compõe este contexto e estão prontas para nos oferecer o seu melhor.
Alguns estudos revelam números interessantes. Você sabia que ao longo da vida "consumimos" trezentas árvores adultas?
Isso mesmo, desde o "bercinho" que nos embala até o esquife no qual partimos são trezentas.
E quem repõe o que tiramos?
Você deve estar se perguntando o que pode fazer de imediato para mudar estes números. Repor o que consome já é um bom começo, não acha?
Se plantássemos 7 árvores por ano, estaríamos contribuindo, e muito, para mudar este ritmo de desmatamento, melhoraríamos a qualidade do ar, os ciclos das águas, a biodiversidade etc.
É um passo simples que tem repercussão positiva no todo.
O que nos dá a certeza de que o assunto é crucial para a nossa sobrevivência é que não somos os senhores desta terra, somos filhos dela.
Deitamos sobre o colo da criação em meio aos braços fortes de um espírito maior que o nosso e precisamos parar de desmatar nossas florestas.
Se nada fizermos agora, condenaremos nossos filhos e netos a um futuro de estiagem crônica e carência, podendo até mesmo chegar ao fim de nossa espécie aqui no planeta.
Podemos e devemos dizer que há bens que não estão à venda e que pertencem a todos e às gerações futuras. Desta maneira formamos opinião, permitindo que outros nos ouçam e repitam a mensagem. Podemos mudar o mundo. Algum dia, haverá gente suficiente e consciência para isso.

por Robison Ares Filho



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